Cor é o elemento de marca que o olho pega primeiro — antes do logo, antes do nome. Numa barra de abas com 15 sites abertos, é a cor do favicon que você acha. Por isso a paleta não é escolha estética: é escolha de reconhecimento.
A estrutura de uma paleta que funciona
- 1 cor proprietária. A cor que a marca "possui" na categoria. Quanto menos concorrentes a usam, mais ela trabalha.
- 1 cor escura e 1 clara para texto e fundo. Quase sempre um grafite (não preto puro) e um off-white (não branco puro).
- 1 ou 2 cores de apoio para destaque, gráficos e estados. Em dose pequena.
- Proporção: 60% neutra, 30% proprietária, 10% apoio é um ponto de partida seguro.
Como escolher a proprietária
- Mapeie as cores dos concorrentes diretos. O que sobra é oportunidade.
- Teste a cor em 16 pixels (favicon) e em 3 metros (fachada). Ela precisa ser identificável nos dois.
- Confira contraste: texto sobre a cor precisa passar em 4,5:1 (WCAG). Cores vibrantes quase sempre precisam de uma versão mais escura para fundo claro.
Um código para cada mídia
A mesma cor tem HEX (tela), RGB, CMYK (gráfica) e, se possível, Pantone. Cor vibrante em tela costuma sair apagada em CMYK — decida a conversão antes de imprimir, não depois.
O erro mais comum
Arco-íris: quatro cores com peso igual. A marca não fica "alegre", fica sem dona. Se precisa diferenciar itens (categorias, produtos), diferencie por forma ou ícone — e deixe a cor fazer o trabalho de marca.
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