Um brand book (ou manual de identidade visual) existe para uma coisa: fazer com que outras pessoas reproduzam a marca do jeito certo — a agência de social media, a gráfica, o desenvolvedor, o vendedor que monta a apresentação. Se ele não responde as perguntas dessas pessoas, não é usado.
Os 10 capítulos
- Quem somos — propósito, posicionamento e personalidade em uma página. É o contexto para todas as regras.
- Marca — símbolo, logotipo e as versões (horizontal, vertical, reduzida, monocromática, negativa). Quando usar cada uma.
- Área de proteção e tamanho mínimo — o espaço em volta do logo e o menor tamanho legível, em milímetros e pixels.
- Usos incorretos — deformar, mudar cor, colocar sobre fundo confuso. Mostrar o errado evita mais problema que descrever o certo.
- Cores — paleta principal e de apoio com HEX, RGB, CMYK e Pantone. Proporção de uso.
- Tipografia — famílias, pesos, hierarquia (título, subtítulo, texto) e fontes substitutas para quem não tem a licença.
- Grafismos e ícones — elementos derivados do símbolo, padrões, sistema de ícones. Como usar e em que dose.
- Fotografia — estilo, luz, enquadramento, o que entra e o que não entra. Com exemplos.
- Tom de voz — como a marca escreve, com exemplos de frase certa e errada.
- Aplicações — cartão, assinatura de e-mail, post, apresentação, uniforme, fachada. Modelos prontos valem mais que descrição.
Formato
PDF é o mínimo. Uma versão web navegável — que abre no celular do vendedor e tem os arquivos para download — multiplica o uso. E entregue os arquivos-fonte organizados: SVG, PNG, fontes com licença, templates.
O erro mais comum
Brand book de 80 páginas que ninguém lê. Prefira 25 páginas claras, com exemplos, a um tratado. A marca é usada por quem tem pressa.
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