Nome é a decisão de marca mais difícil de desfazer. Vai para o contrato social, o domínio, a fachada e a boca do cliente. Por isso, naming é método — não brainstorm de sexta-feira.
1. Comece pela estratégia
Antes de listar nomes, defina: o que a marca promete, para quem, e que sensação deve passar (técnica, próxima, premium, popular). O nome é filtrado por esses critérios, não pelo gosto de quem está na sala.
2. Escolha o tipo de nome
- Descritivo (Play Embalagens): diz o que faz. Fácil de entender, difícil de registrar, limita expansão.
- Sugestivo (Amplifik): evoca o benefício sem descrever. Equilíbrio entre clareza e registro.
- Abstrato (Kodak): não significa nada até a marca dar significado. Fácil de registrar, caro de construir.
- Nome próprio (Ana Couto): herda a reputação de uma pessoa. Difícil de vender depois.
3. Gere muito, descarte muito
Dezenas de opções a partir de raízes: benefício, origem, metáfora, junção, palavra estrangeira. O que sobrevive aos filtros costuma ser 5%.
4. Filtros que eliminam
- Pronúncia: alguém consegue falar ao telefone e o outro escrever certo? Em português e em inglês, se a marca vai sair do país.
- Significado ruim em outro idioma ou gíria regional.
- Busca: o nome já é uma palavra comum que nunca vai rankear?
- Domínio e redes:
.com.br,.come @ disponíveis — ou uma variação aceitável.
5. Registro no INPI
Pesquise no INPI antes de se apaixonar. Nome idêntico ou parecido na mesma classe é motivo de indeferimento — e de processo. Um escritório especializado faz a busca completa e o protocolo.
6. Teste com quem não estava na sala
Mostre para 5 pessoas do público. Peça para lerem em voz alta e dizerem o que acham que a empresa faz. Se ninguém erra a pronúncia e a maioria acerta o ramo, o nome passou.
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